Cine-Teatro Ópera

Auditório A – Auditório Alvaro Augusto da Cunha Rocha
Capacidade: 698 pessoas
Sistema Elétrico: 60 refletores
Palco: 11m x 13m x 7m de altura
Possui equipamento de som/vídeo
Tensão Elétrica: 110/220v

Auditório B – Auditório dos Operários
Capacidade: 140 pessoas
Sistema Elétrico: 4 elipso, 6 PC, 7 setlight, 6 PAR
Palco: 9m x 5m x 3,5m altura
Possui equipamento de som/vídeo
Tensão Elétrica: 110/220v

Auditório C – Auditório Carol Ferreira
Capacidade: 80 pessoas
Não possui sistema elétrico
Palco: 8m x 4,5m x 3,5m altura
Tensão Elétrica: 110/220v

SOLICITAÇÃO DE USO:

Para reserva de data é necessário entrar em contato pelo telefone (42) 3220-1000 – ramal 2054. Após isso, deverá preencher e protocolar a solicitação de uso (modelo abaixo), juntamento com cópia do RG, CPF e comprovante de residência do responsável, que serão incluídos no Termo de Autorização de Uso.

Decreto nº 7.801/2013 – Regulamento de uso do Cine-Teatro Ópera

HISTÓRIA

No local onde está o Teatro Ópera funcionou, até 1925, o Clube Campos Gerais, o qual foi foi destruído por um incêndio naquele ano. Entre 1931 e início da década de 40 funcionou ali o Teatro Éden, construído e administrado pelo empresário José Pierri. Há que se destacar que há cerca de 100 metros do Ópera, na Rua das Tropas, existiu o Teatro Santana, o primeiro teatro da cidade, construído em 1874, que também passou a exibir filmes no final da primeira década do século XX. Este teatro funcionou até a década de 30. No final da década de 30 houve um batalha judicial entre o Sr. Pascoalino Provisiero, administrador do Teatro Santana, com o Sr. José Pierri, administrador do Teatro Éden.

Construído no ano de 1947 em estilo art-decô, o edifício localizado na esquina de duas das principais ruas da época, a XV de Novembro e a Augusto Ribas, o Cine-Teatro Ópera marca materialmente o inicio da modernidade arquitetônica em Ponta Grossa. Foi o primeiro prédio ponta-grossense construído com base no processo de verticalização em que muitas cidades brasileiras implantavam nesta época como modelo da modernidade.

O prédio foi construído com seis pavimentos, sendo que o térreo contava com a estrutura para um Cine-teatro e o restante dos espaços eram destinados originalmente a serem utilizados como residências. Foi também o primeiro prédio da cidade que podia contar com uma nova ferramenta da modernidade, o primeiro a possuir um elevador.

O cinema, como advento cultural, surgiu em Ponta Grossa no início do século XX, num momento em que a idéia de progresso era estabelecida por acontecimentos visíveis na sociedade como a estrada de ferro, a imprensa e também as transformações urbanas, como a luz elétrica. O primeiro cinema a surgir em Ponta Grossa foi o Cine Recreio, devido à iniciativa de Augusto Canto em 1906, depois em 1911 o Cine Renascença e em 1939 o cine império. Em 15 de setembro de 1950 o Cine Teatro Ópera foi inaugurado como mais um cinema ponta-grossense, contava com mil e quatrocentos lugares, e teve seu destaque devido a ser um espaço luxuoso para época, preferido pela elite local. Segundo consta em estudos de historiadores local a primeira sessão cinematográfica a ser exibida foi “Carnaval em Fogo”, que segundo o jornal da época era o “maior filme nacional da história do cinema, cujo êxito, esfacelou, arrasou, pulverizou todos recordes no Brasil entre filmes qualquer…”.

Hoje o imóvel é tombado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (COMPAC) de Ponta Grossa e faz parte do conjunto patrimonial, arquitetônico, cultural e artístico da cidade.

Em 1997 o cinema fechou e o destino do Ópera foi o mesmo de vários outros cinemas do estado: se tornou igreja evangélica. A ocupação religiosa do edifício se prolongou até o ano 2000. O Ópera, como é conhecido, foi reinaugurado em 2004 após revitalização de R$ 4,7 milhões e é administrado pela Prefeitura de Ponta Grossa.

Em 2001, o Ópera foi incluído no programa “Velho Cinema Novo”, para reformas de estrutura de cinemas e teatros, do Governador Jaime Lerner (PFL). A obra foi primeiramente inaugurada em dezembro de 2004, com um concerto da Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa sob regência do maestro Jayme Amatnecks, para um público estimado em 1000 espectadores, pelos então governador Roberto Requião (PSMB) e prefeito Péricles Mello (PT) – último mês da administração de ambos. O prédio foi reinaugurado, com a conclusão total das obras, pelos novos governador Roberto Requião (PMSB) e prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) um ano depois, em 15 de dezembro de 2005.

Em 2019 e 2020, na gestão Marcelo Rangel, passou por uma série de obras de revitalização que somadas ultrapassam os R$250 mil.

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA