Fundação de Cultura contempla 14 projetos com R$ 515 mil pelo PROMIFIC

A Fundação Municipal de Cultura e o Conselho Municipal de Política Cultural divulgaram na noite desta segunda-feira, 14, o resultado do segundo edital do Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura (PROMIFIC). Foram aprovados 14 projetos de diversos segmentos, em um total de R$ 515 mil. Agora, os proponentes poderão captar este recurso junto a empresas e pessoas físicas com dedução de até 60% do IPTU de 2021.

O Programa é um dos mecanismos de financiamento à cultura previstos no Plano Municipal de Cultura de Ponta Grossa (Lei 13.026/2017). Os projetos se encaixam em três faixas orçamentárias, no valor de R$ 25 mil, R$ 40 mil e R$ 60 mil, e foram avaliados por profissionais com ampla experiência, todos de fora de Ponta Grossa.

“O PROMIFIC foi uma das maiores conquistas desta gestão, pois possibilita que agentes culturais inscrevam seus projetos e possam captar os valores necessários para a produção e execução. Além disso, a comunidade ponta-grossense é amplamente beneficiada ao poder usufruir desses projetos, ainda mais tendo em vista o caráter da descentralização, que farão com que as atividades cheguem aos mais diversos públicos, nos bairros e distritos, tudo gratuito”, destaca o presidente da Fundação, Fernando Durante.

Projetos aprovados

Na área de Artes Cênicas foram aprovados os projetos do Laboratório de Estudos em Dramaturgia Teatral, de Gabriel Vernek; a montagem do espetáculo ‘Entre a Cruz e a Espada – Uma Aventura Nada Clara’, do Coletivo Cacareco; e a segunda edição da circulação do espetáculo ‘Hoje tem circo na praça? Tem sim, senhor!’, do Palhaço Picolé, que passará desta vez por 21 praças em toda a cidade.

Em Artes Visuais foi aprovado o projeto Tom da Terra, de João Agner, com a execução de oficinas gratuitas e produção de 10 grandes murais com tintas artesanais ecológicas. No Audiovisual foram contemplados o projeto (Des)Tear, de Charles da Cunha Dantas, que prevê a produção de um documentário sobre a violência contra a mulher em Ponta Grossa; e a segunda edição das Oficinas de Formação Cinematográfica, de Dê Kelm, com aulas gratuitas de cinema nas áreas de direção, produção, fotografia e som.

No segmento de Literatura foram aprovados os projetos de lançamento do livro ‘Perfis da cidade’, que reúne mais de 160 crônicas de Flávio Madalosso Vieira, além da distribuição de 25 mil flyers com textos literários em toda a cidade; e o Cacarejando Histórias, uma parceria do Coletivo Cacareco com o Bando da Leitura, que realizará uma mostra de contação de histórias em 11 tardes de domingo no Lago de Olarias.

Na Música, foram contemplados o projeto Música para Todos, de Ricardo Corrêa, que beneficiará 40 alunos com aulas semanais de música ao longo de 8 meses, em uma parceria com a Vara da Infância e Juventude, que selecionará as crianças e adolescentes que estejam em medida protetiva, medida socioeducativa ou em situação de risco social na cidade; e o show Casa Cantante – Cantiga Animal, que levará 14 shows de música infantil para os quatros distritos de Ponta Grossa e praças em bairros afastados do Centro.

Em Patrimônio Cultural foram contemplados os projetos Bandas de Música de Ponta Grossa, que prevê a publicação de um livro a partir da pesquisa do historiador Fábio Holzmann Maia, e a produção de podcasts sobre o assunto; a criação do Museu Virtual Cenas de Ponta Grossa, da ABC Projetos, que lançará uma plataforma para a catalogação, organização, identificação e disponibilização de imagens fotográficas que contam a história da cidade; e o projeto que atuará na educação patrimonial e inventário de sítios arqueológicos da APA da Escarpa Devoniana em Ponta Grossa, com a união de diversos geólogos e arqueólogos.

Por fim, na categoria de Povos, Comunidades Tradicionais e Culturas Populares foi aprovado o projeto Novos Olhares, de Ana Letícia Istschuk, que levará oficinas de fotografia e literatura marginal a jovens moradores da Vila Nova, além da exposição dos trabalhos para a comunidade.

O resultado completo, bem como mais informações sobre como incentivar os projetos aprovados, estão disponíveis clicando aqui.

Nota de pesar – Germano Koch

O Conselho Municipal de Política Cultural de Ponta Grossa e a Fundação Municipal de Cultura lamenta o falecimento do fotógrafo Germano Achilles Koch, ocorrido ontem (13/12/20) no Hospital Bom Jesus, em Ponta Grossa, aos 89 anos. Este colegiado destaca a relevância da atuação de Koch para a história da fotografia na cidade desde a década de 1950, sendo proprietário da empresa Foto Elite e, posteriormente, na década de 1970, tornando-se fotógrafo responsável pela documentação institucional da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O Conselho presta homenagem e comunica pesar a familiares e amigos.

História
Germano Koch foi o primeiro fotógrafo contratado pela UEPG, no início da década de 1970, para registro das atividades institucionais. Foi criador e proprietário do Foto Elite, desde 1954, empresa quem em 1977 seria repassado ao fotógrafo Domingos Silva Souza.

De forma recente, o nome de Germano Koch foi recuperado em pesquisas do Museu Campos Gerais. A atuação do fotógrafo está articulada em pelo menos três acervos sob pesquisa no MCG desde o ano passado: o arquivo institucional do Centro de Recursos Audiovisuais, com fotos da UEPG desde 1973; o acervo do Foto Cine Clube Vila Velha, onde era associado; e o acervo do Foto Elite, adquirido pela UEPG em 2019.

Filho de Carlota Gaertner Koch e Germano Koch, o fotógrafo era casado com Hannelor Anete Mayer Koch e deixa os filhos Roberto Mayer Koch, Luciane Mayer Koch, Vilma de Souza Uchoa, Nelson Mayer Koch e Luciano Mayer Koch.

Pesquisas
Parte do trabalho de Germano Koch no Foto Elite foi analisada na dissertação de mestrado em Geografia, ‘A Composição da Paisagem Urbana de Ponta Grossa (PR) nas fotografia do acervo Foto Elite’, de Andrea Rita da Silva Nabozny – sob orientação dos professores Leonel Brizolla Monastirsky e Patricia Camera Varella. A pesquisa pode ser acessada aqui.

Em 2012, o projeto de extensão Foca Foto, do curso de Jornalismo da UEPG, publicou uma reportagem especial sobre Germano Koch. Leia aqui.

Fundação de Cultura realiza pagamentos de R$ 2,2 milhões da Lei Aldir Blanc

Artistas, agentes culturais, produtores, técnicos e trabalhadores da cultura de Ponta Grossa começaram a receber nesta semana os recursos provenientes da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural. Ponta Grossa é uma das primeiras cidades do Paraná a iniciar os pagamentos, que chegarão a R$ 2,2 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Cultura, do Ministério do Turismo. Ao todo, cerca de 1.500 pessoas estão sendo beneficiadas, direta ou indiretamente.

“O trabalho realizado aqui pela Fundação de Cultura se tornou exemplo para outras cidades paranaenses pela celeridade e responsabilidade técnica. Adquirimos a experiência necessária neste grande desafio principalmente por conta do nosso histórico com os editais do Fundo Municipal de Cultura, que fortalecemos e padronizamos nos últimos anos juntamente com o Conselho”, explica o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fernando Durante.

Segundo ele, o Conselho Municipal de Política Cultural, a Procuradoria Geral do Município (PGM), a Secretaria da Fazenda, o Departamento de Contabilidade e o Departamento de Compras (Decom) tiveram papel fundamental neste processo. “Agradeço, em nome do Município, o trabalho exemplar e incansável dos conselheiros e dos servidores municipais, que não mediram esforços e tempo para debater e tomar as decisões referentes à Lei Aldir Blanc”, completa.

Foram premiados 65 mestres populares (como violeiros, benzedeiras, artistas circenses, entre outros), 2 povos tradicionais, 46 grupos e projetos culturais e 250 produções artísticas em vídeo, áudio e texto. “Ao longo do processo conseguimos remanejar os recursos de acordo com a demanda. Com isso, passamos de 116 para 250 prêmios para produções, por exemplo, ampliando significativamente o número de artistas beneficiados”, conta Durante.

Auxílio ao setor cultural

Os prêmios dos editais de fomento alcançaram as mais diversas áreas e segmentos culturais. Sueli Aparecida Schuweiger é musicista e compositora há 33 anos. Com o recurso que recebeu ela pretende quitar suas contas e guardar uma parte para gravar um CD no futuro. Ela, que também é diarista, está sem trabalhar desde março. “Como parou tudo, a área das artes foi muito prejudicada. Com esse prêmio temos a certeza que temos importância para o município da gente, independente da área cultural e de onde viemos. É uma forma de inspirar outros talentos também”, conta.

“A cidade de Ponta Grossa respira cultura, sob tantos olhares diferentes. O auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc trouxe um alento para este momento tão difícil de pandemia. E vejo que a Fundação de Cultura foi um importante catalisador para que isso acontecesse”, opina a escritora Dione Navarro.

Atuando como benzedeira há 32 anos, Eliana Padilha Tangerino também foi contemplada no Prêmio de Reconhecimento à Trajetória de Mestres Populares. “Uma parte desse recurso vai ser utilizado para nossa ação social, ajudando a manter e melhorar nossos atendimentos em prol dos necessitados”, revela. Já para o gaiteiro Izaltino Andrade de Mello, que toca há 66 anos em Ponta Grossa, o prêmio “é um reconhecimento pelo trabalho musical da gente ao longo de todos esses anos”.

Para a jovem atriz Mariana Boá, a Lei Aldir Blanc é mais do que uma lei de auxílio e incentivo, é um reconhecimento à classe artística brasileira. “Mas apenas a lei federal não garante que a verba chegue às mãos certas sem extrema organização. Nesse cenário, a Fundação de Cultura de Ponta Grossa mostrou-se virtuosa, abrindo editais, selecionando projetos e distribuindo o recurso de maneira justa, organizada e eficaz”, diz. Segundo ela, a Fundação teve uma ação rápida e categórica. “Foi uma demonstração de empatia dos administradores para com as necessidades dos artistas em nossa cidade. Ficamos orgulhosos ao saber que a administração é tão humana, percebendo as necessidades e mostrando-se aberta ao diálogo”, completa.

Museu Oscar Niemeyer traz a Ponta Grossa exposição de Vilanova Artigas

Mostra de um dos maiores nomes da arquitetura brasileira será no Museu Campos Gerais, com acesso online e visitação presencial controlada em função da pandemia.

“Quem aqui conhece o arquiteto Vilanova Artigas?”, pergunta o mediador, sem resposta. “E quem conhece Oscar Niemeyer?”, insiste, agora com resposta positiva de todos. Foi com essas perguntas que Gustavo Paris, um dos curadores da exposição ‘João Vilanova Artigas: nos pormenores um universo’, iniciou visita guiada com agentes técnicos e estagiários do Museu Campos Gerais (MCG) na tarde desta sexta-feira (20), ao término de uma das etapas de montagem da mostra, que entra em cartaz na próxima quinta-feira (26), no museu da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

“Para mim, a obra de Artigas é tão importante quanto a de Niemeyer, mas muito menos divulgada e conhecida”, defende o curador, que trabalha como arquiteto de exposições do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, e passou três dias em Ponta Grossa coordenando o processo de montagem de maquetes e objetos no salão Saint-Hilaire do MCG. Um dos objetivos da exposição vinda do MON é trazer informações sobre um nome de referência do modernismo no país e que, inclusive, possui edificações na Princesa dos Campos – apesar de pouco conhecidas.

A exposição ‘João Vilanova Artigas: nos pormenores um universo’ tem curadoria local da professora da UEPG e arquiteta Nisiane Madalozzo. O evento resulta do projeto de itinerância de mostras do MON pelo interior do estado. Trata-se da primeira parceria entre os dois museus para intercâmbio de exposições. A atividade marca a reabertura do calendário expositivo do MCG após oito meses de recesso em função da pandemia.

Abertura da exposição
A abertura ocorre de modo online na quinta-feira (26), às 19h, com transmissão aberta pelo Youtube da UEPG (youtube.com/oficialuepg). Participam da cerimônia remota a diretora cultural do MON, Glaci Gottardello Ito, o diretor do MCG, professor Niltonci Chaves, e os curadores Gustavo Paris e Nisiane Madalozzo. “O Museu Campos Gerais sente-se honrado em receber uma exposição do MON que abre o processo de itinerância pelo interior do estado e que também dialoga com a história de nossa cidade e de seu patrimônio cultural”, assinala Chaves. “O modernismo na arquitetura é um elemento fundamental para se entender também o contexto histórico, cultural e político do estado do Paraná ou mesmo do país desde a metade do século passado”, completa.

Visitação presencial controlada e segura
A visitação do público, adaptada e controlada conforme protocolos de segurança, ocorre a partir de 1º de dezembro, mediante agendamento prévio. No primeiro mês, serão permitidos pequenos grupos de cinco pessoas de cada vez. Os detalhes de agendamento serão divulgados no site do MCG. Todas as visitas serão guiadas por monitores treinados pela Ação Educativa do museu e respeitam as normas sanitárias, de distanciamento e de higiene no combate à covid-19.

Visitação online
O público também terá acesso remoto às exposições, através de visitação em 360º no site do MCG, além de outros materiais de divulgação que passam a circular, a partir de depoimentos de pesquisadores e especialistas na área do patrimônio histórico e cultural. Um diário da exposição vem sendo publicado no site do museu e registra momentos de montagem da mostra.

Vilanova Artigas
Nascido em Curitiba, em junho de 1915, João Batista Vilanova Artigas mudou-se para São Paulo e se formou arquiteto pela Escola Politécnica da USP, em 1937. Foi fundador e autor do projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP – construção característica do período brutalista. Mais tarde, em 1962, liderou movimento para a reforma de ensino que influenciou outras faculdades de arquitetura no Brasil. Foi bolsista da John Simon Guggenheim Foundation em 1947. Militante dos movimentos populares no Brasil, foi perseguido pela ditadura militar, tendo sido expulso da universidade em 1969, junto com outros professores brasileiros. Sua obra foi duas vezes premiada internacionalmente pela União Internacional de Arquitetos – UIA (Prêmio Jean Tschumi, em 1972, e Prêmio Auguste Perret, em 1985 – este póstumo).

Organização e apoio
A exposição ‘ João Vilanova Artigas: nos pormenores um universo’ é uma realização do Museu Oscar Niemeyer, com organização da Universidade Estadual de Ponta Grossa e da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais, por meio do Museu Campos Gerais. São apoiadoras da mostra a Associação de Museus da Região dos Campos Gerais (AMRCG) e a Associação de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural (APPAC).

SERVIÇO
Exposição ‘ João Vilanova Artigas: nos pormenores um universo’
Abertura: 26/11/2020, às 19h (via youtube.com/oficialuepg).
Início das visitas restritas agendadas do público: 1º/12/2020.
Realização: Museu Oscar Niemeyer (MON)
Promoção: Museu Campos Gerais (MCG) e UEPG/Proex
Curadoria: Gustavo Paris e Nisiane Madalozzo
Apoio: APPAC e AMRCG
Informações: www.uepg.br/museu

Candidatos à prefeitura de Ponta Grossa assinam compromisso com a cultura

O Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) apresentou na semana passada às cinco candidaturas à prefeitura de Ponta Grossa carta de compromisso com diretrizes do setor. O documento ressalta a necessidade de manutenção e desenvolvimento dos marcos legais que regem a política cultural no município, como Fundo Municipal de Cultura, conferências, fóruns, editais públicos, equipamentos e espaços culturais. As diretrizes da área estão expressas no Plano Municipal de Cultura (Lei 13.026/2017), que estabelece metas para a cultura na cidade a cada dez anos.

Assinaram o termo público de compromisso, conforme ordem de resposta, os candidatos Professor Gadini (PSOL), Mabel Canto (PSC), Marcio Pauliki (SD), Professor Edson (PT) e Professora Elizabeth (PSD). A carta assinada com todas as assinaturas fica disponível para consulta pública no endereço encurtador.com.br/pDOW3. A iniciativa do CMPC de elaboração do documento foi aprovada em reunião ordinária e dá continuidade à prática que ocorre desde as eleições municipais de 2012. Em função da pandemia, nesta edição a assinatura do compromisso com a cultura não contou com evento solene, como é de praxe.

O que diz a carta
“Diante dos inúmeros desafios que se avizinham à gestão pública da cultura no município e em atenção à série de esforços coletivos e conquistas do setor nos últimos anos, o Conselho Municipal de Política Cultural solicita compromisso para com os seguintes pontos fundamentais para universalização do acesso à cultura em Ponta Grossa e desenvolvimento de sua dimensão econômica e de cidadania, conforme preconiza o Plano Nacional de Cultura (Lei 12.343/2010)”, cita o documento.

A carta elenca 18 compromissos com o setor cultural. Entre eles estão a manutenção de órgão gestor específico (a Fundação Municipal de Cultura), o desenvolvimento do Sistema Municipal de Cultura (Lei nº 11.048/2012) e atenção para as metas do Plano Municipal de Cultura (Lei nº 13.026/2017), “com destaque para a necessária descentralização de gestão e de ações culturais no município”. O documento lista ainda a necessidade de garantir funcionamento de equipamentos culturais como Orquestra Sinfônica, Banda Lyra dos Campos, Coro Municipal, Conservatório, Biblioteca Municipal e Grupo de Teatro, assim como assinala a demanda por concurso público e ampliação de quadros técnicos da Fundação Municipal de Cultura.

No plano orçamentário, o CMPC manifesta necessidade, conforme legislação em vigor, de aumento gradual do orçamento para a pasta, bem como de implementação de recursos para o Fundo Municipal de Cultura e para o Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura (Promific), que funciona via dedução do IPTU.

Outros pontos do documento ressalta a importância da manutenção de espaços culturais e ampliação do acesso, como Estação Arte, Casa da Dança, Estação Paraná, Cineteatro Ópera e Centro de Cultura. O texto do documento foi elaborado por representantes dos segmentos artístico-culturais, de entidades da sociedade civil e da cadeira do Conselho Municipal de Educação no CMPC, sendo aprovado pelo órgão colegiado.

Leia a carta completa clicando aqui.

Confira as respectivas assinaturas clicando aqui.

No dia do aniversário, Biblioteca Pública recebe doação de 200 livros novos

Nesta terça-feira, 10 de novembro, a Biblioteca Pública Municipal Prof. Bruno Enei comemorou seus 80 anos de atividades. E o presente veio da melhor forma possível: a doação de 200 livros novos, que muito em breve serão incorporados ao acervo para empréstimo gratuito. O repasse foi feito pelo projeto Pró-Biblioteca 2018-2020, que usa recursos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, com curadoria da L&PM Editores e patrocínio da concessionária Caminhos do Paraná.

“Hoje tivemos uma coincidência muito feliz. Exatamente no dia em que a Biblioteca Pública está celebrando 80 anos, recebemos uma doação muito rica do projeto Pró-Biblioteca. É muito bom sentir esse cheiro de livros novos, que vão complementar nosso acervo”, destacou o bibliotecário Carlos Roberto Hernandez.

Foram doados 200 títulos de referência publicados pela L&PM Editores, desde infantis e infanto-juvenis a literatura em geral, contemplando leitores de todas as idades. Entre os títulos há obras clássicas da literatura brasileira e estrangeira, além de coleções (Hagar, Snoopy e Peanuts, por exemplo) e biografias.

“Nós, bibliotecários juntamente com a equipe da biblioteca, vamos fazer o possível e o impossível pra realizar com agilidade o processamento técnico desse material, cadastrá-los no sistema e etiqueta-los, para que quando a unidade retornar às atividades normais nossos leitores possam degustar dessas obras, tão maravilhosas”, afirmou Carlos. Atualmente a Biblioteca está apenas com trabalho interno, por conta das medidas de segurança sanitária.

“Agradecemos a todos que sempre nos apoiam e torcem pela Biblioteca Pública, como polo de difusão e disseminação da leitura, da cultura e do saber”, completou a bibliotecária Bruna Bonini.

História

A Biblioteca Pública Municipal Prof. Bruno Enei, administrada pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura, foi inaugurada no dia 10 de novembro de 1940, criada a partir de um decreto federal que estabelecia que toda cidade deveria possuir uma biblioteca pública. Em Ponta Grossa o primeiro local que abrigou a Biblioteca foi uma sala cedida no prédio da própria prefeitura. No decorrer dos anos, a unidade mudou-se diversas vezes, em um total de 11 locais. Desde dezembro de 2012 está sediada em um imóvel construído especificamente para abrigar o acervo e atividades da Biblioteca, sendo referência para todo o Paraná. Atualmente possui aproximadamente 85 mil materiais entre livros, revistas, periódicos científicos, fitas de vídeo, CDs, DVDs, discos de vinil, entre outros. Em 2019 integrou o programa Conecta Biblioteca, conquistando o 1º lugar nacional por conta das atividades de inovação desenvolvidas ao longo do ano, voltadas especialmente ao incentivo da participação do público jovem.

Em nova etapa, Lei Aldir Blanc vai ajudar espaços culturais em PG


Mais de 120 espaços culturais podem ser contemplados com um valor de, no mínimo, R$ 9 mil

Iniciando uma nova etapa da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, a Prefeitura de Ponta Grossa abriu nesta quarta-feira, 21, o credenciamento para repassar recursos às empresas do setor cultural. O subsídio é para espaços como escolas de artes, música, dança, estúdios fotográficos, livrarias, danceterias, lojas de instrumentos musicais, bares que possuem música ao vivo, bibliotecas comunitárias, entre vários outros.
Em Ponta Grossa serão contemplados até 126 espaços com o valor de R$ 9 mil para cada, em parcela única (podendo ser ampliado caso tenha menos empresas que se inscrevam). A solicitação segue até 03 de novembro e deve ser feita pelo site www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura .
O subsídio deverá ser usado para pagar as despesas de manutenção do espaço a partir de 20 de março de 2020, ou seja, período em que os empreendedores foram afetados pela pandemia. Essas despesas englobam aluguel, luz, água, internet, folha de pagamento de trabalhadores, entre outros. Imóveis que abrigarem ao mesmo tempo o espaço cultural/empresa e moradia não poderão ter suas despesas fixas pagas com recursos do subsídio.
A triagem para definir a classificação será feita por uma pontuação distribuída de acordo com critérios, como faturamento em 2019, despesas com locação, quantidade de funcionários contratados, etc.
Estão aptos a solicitar o subsídio aqueles espaços culturais com sede na cidade de Ponta Grossa e no mínimo 1 ano de formação. Deverão também ser comprovadas as atividades artístico-culturais realizadas nos últimos 12 meses.


Os contemplados deverão prestar contas do uso do valor recebido. A prestação de contas deve incluir todos os comprovantes de pagamento, como notas fiscais, recibos e holerites. Caso sobre dinheiro do recurso, este deverá ser devolvido. Além disso, tão logo os decretos permitam, a execução da contrapartida precisa levar sua atividade cultural para escolas ou espaços públicos do município, em formato de serviços (como oficinas, aulas e apresentações) ou produtos (instrumentos, livros etc). 
Outros auxíliosAlém do subsídio para empresas, a Lei Aldir Blanc prevê o pagamento de uma renda emergencial a artistas, técnicos e agentes culturais. Este recurso está sendo gerenciado e será repassado pelo Governo do Estado. As inscrições já encerraram no dia 14 de outubro.
Até o final desta semana, serão lançados ainda os editais para fomento da Lei Aldir Blanc, voltados para artistas, técnicos, produtores culturais, grupos, coletivos, projetos, mestres populares e povos tradicionais. Será mais de R$ 1 milhão em prêmios, que variam de R$ 3,5 mil a R$ 7 mil.
Cada pessoa pode solicitar e receber as três formas de auxílio (renda emergencial, subsídio para empresas e editais de fomento). Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail fmcpg@hotmail.com ou pelo telefone (42) 3220-1000 – ramal 2295.

Fundação de Cultura lança novo edital do PROMIFIC

Esse é o segundo edital do Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura. Serão até R$515 mil destinados a projetos culturais .

A Prefeitura, através da Fundação Municipal de Cultura, libera nesta quarta-feira (21) o novo edital e as inscrições para o PROMIFIC – Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura. O período para inscrições segue até dia 20 de novembro de 2020.

Podem ser inscritos projetos nas áreas de Artes Cênicas; Artes Visuais; Audiovisual; Literatura, Livro e Leitura; Música; Patrimônio Cultural Material e Imaterial; Povos, Comunidades Tradicionais e Culturas Populares.

O Programa torna possível que pessoas e empresas incentivem projetos culturais de artistas de Ponta Grossa através de renúncia fiscal, encaminhando até 60% do IPTU para os projetos aprovados. É um dos mecanismos de financiamento à cultura previstos no Plano Municipal de Cultura de Ponta Grossa (Lei 13.026/2017).

Os projetos devem se encaixar em uma das três faixas orçamentárias:  R$ 25.000,00, R$ 40.000,00 ou R$ 60.000,00.

O edital com todas as regras e a ficha de inscrição ficam disponíveis no site www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura.

Quem pode participar

Estão aptos a inscrever projetos pessoas físicas maiores de 18 anos, com atuação na área cultural através de currículo comprovado e domiciliadas há, no mínimo, 02 (dois) anos no Município de Ponta Grossa. Pessoas jurídicas de natureza cultural de direito privado, com sede em Ponta Grossa, com, no mínimo, 02 (dois) anos de atividades, e atuação na área cultural através de currículo comprovado e Microempreendedores Individuais (MEI) respeitando a legislação que rege esta modalidade.

Os projetos serão avaliados por Comissões de Análise das áreas culturais indicadas pelas Fundação e pelo Conselho Municipal de Política Cultural.

Segunda edição

O primeiro edital foi lançado em dezembro de 2019. Foram aprovados 17 projetos, totalizando R$ 485 mil, em três faixas de valores: R$ 15 mil, R$ 25 mil e R$ 57,5 mil.Por conta da pandemia, a maioria dos projetos não puderam ser executados em 2020, porém, serão realizados em 2021. Três deles estão em fase de execução ou já foram finalizados: o livro ‘O Pica-pau Amarelo’, do Instituto Pegaí Leitura Grátis (que imprimiu e disponibilizou 5 mil exemplares em suas estantes e para alunos da rede municipal de ensino); o livro ‘Coisas de Sofias’, da jornalista e escritora Alessandra Perrinchelli Bucholdz (que garantiu a impressão de 1 mil exemplares e a realização de um concurso cultural que movimentou os alunos das escolas municipais em julho) e o projeto ‘Hoje tem circo na praça? Tem sim senhor’, que está levando apresentações do Palhaço Picolé a 15 praças de vários bairros de Ponta Grossa. Você pode conhecer todos os projetos aprovados no 1º edital pelo site www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura

Trabalhadores da cultura ganham mais tempo para solicitar Auxílio Emergencial

O prazo que vencia em 14/09 foi prorrogado para 14/10. Essa modalidade vale apenas para trabalhadores da cultura. Em breve mais detalhes de como será a solicitação para empresas/grupos.

O auxílio da Lei Aldir Blanc buscar colaborar com o setor cultural, o primeiro a ser afetado pelas regras de distanciamento devido à Covid-19.

Para solicitar, é obrigatório ter mais de 18 anos e não ser beneficiário de outro auxílio, como auxílio emergencial federal (os R$ 600,00 que vem sendo pago pela Caixa) e outros benefícios previdenciários/assistenciais, seguro-desemprego ou programas de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

A renda familiar mensal per capita (por pessoa) deve ser de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou a renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00) e rendimentos tributáveis em 2018 de até R$ 28.559,70.

Confira abaixo o passo a passo da solicitação:

Artistas de PG já podem solicitar auxílio da Lei Aldir Blanc

Quem fará o repasse é o Governo do Estado. Para solicitar, os interessados devem primeiro estar cadastrados no Censo Cultural de Ponta Grossa. Aqueles que já preencheram o Censo receberam o link para a solicitação. Quem ainda não preencheu o questionário deve faze-lo o quanto antes para receber as orientações para o próximo passo. Lembrando que estar cadastrado junto ao município é uma das exigências para estar apto ao auxílio. O Censo está disponível no site da Prefeitura de Ponta Grossa.

A solicitação deve ser feita até o dia 14 de setembro. Para ser aprovado é necessário comprovar ser agente cultural, há no mínimo dois anos, por foto. Estão contemplados artistas (das áreas de música, teatro, dança, circo, artesanato, arte visual, audiovisual, cultura popular, literatura, formação); técnicos (luz, som, estrutura); gestores ou produtores culturais. 

É obrigatório ter mais de 18 anos e não ser beneficiário de outro auxílio, como auxílio emergencial federal (os R$ 600,00 que vem sendo pago pela Caixa) e outros benefícios previdenciários/assistenciais, seguro-desemprego ou programas de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

A renda familiar mensal per capita (por pessoa) deve ser de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou a renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00) e rendimentos tributáveis em 2018 de até R$ 28.559,70.

Subsídio

Nesta categoria são contemplados com a ajuda financeira os espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, organizações culturais comunitárias, cooperativas e instituições culturais. Nesse caso, o auxílio pode chegar até R$10 mil reais. Da mesma maneira, os interessados devem estar cadastrados junto ao município. Para isso basta responder a um questionário específico também disponível no site da Prefeitura

 Entram nessa categoria:

1. Antiquários

2. Arquivos

3. Ateliês

4. Bibliotecas

5. Casas de Cultura

6. Casas de Eventos

7. Centros Culturais

8. Centros de Educação Musical

9. Centros de Tradições

10. Cinemas ou Cineclubes

11. Circos

12. Danceterias, Gafieiras ou Casas de Dança

13. Editoras

14. Escolas de Artes

15. Estúdios

16. Galerias de Arte

17. Livrarias ou Sebos

18. Locadoras de Vídeo

19. Lojas de discos

20. Museus ou Centros de Memória

21. Parques de Diversões

22. Produtoras

23. Quadras de Escolas de Samba

24. Teatros

O Auxílio Emergencial Cultural da Lei Aldir Blanc é um benefício financeiro destinado aos artistas e agentes de cultura, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento da Covid-19. A Medida Provisória 990/2020 destina R$ 3 bilhões para o setor cultural. A verba será repassada, em parcela única, a estados, municípios e o Distrito Federal. A exemplo do auxílio emergencial pago aos informais, os trabalhadores da cultura terão direito a três parcelas de R$ 600 de auxílio, pagas de uma única vez, nos valores e condições definidos na Lei Federal nº 14.017/2020.

As ações serão desenvolvidas pelos governos estaduais e municipais, cabendo ao Estado a distribuição dos recursos dos programas de renda emergencial e fomento, e aos municípios os de subsídios para os espaços culturais e, também, fomento.

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA