Sala Digital Lúcio Ribeiro

Alberto Mayer

O HOMEM E O ARTISTA

A arte existe porque a vida não
basta.

Ferreira Gullar
Alberto Mayer, o artista.

Estamos em período de imensa mutação. Não só pela pandemia que assola a humanidade e não só pelos conflitos que todos enfrentam. É o cientificismo colidindo abertamente com o etéreo, o imponderável e o sublime. Vivemos dias tensos. Diria que é o elevado cedendo lugar ao concreto e racional. Não, não chegaremos a tanto, pois que a natureza deu ao homem a espiritualidade que o separa das bestas e isso é inexorável. Quando vejo os trabalhos do artista Alberto Mayer, lembro que ele, um engenheiro de labuta, homem ligado aos cálculos e às perspectivas lógicas é também o mesmo homem ligado à espiritualidade, a ligação com o divino e com as coisas que regem o universo e a vida sob estas concepções. Daí, para análise aos seus trabalhos, a admiração pela sua arte fica a um passo. O pintor e escultor já transitou por várias vertentes. Recordo bem das suas folhagens em verdes variados e tons terrosos, traduzidos depois para belos arranjos esculpidos em cimento celular. Traduzira com perícia os elementos do óleo para o tridimensional em feliz estudo de luz e sombra no monocromatismo do material empregado. Coisa de engenheiro? Não, há aqui o equilíbrio estético, a leveza e a sutileza da forma. A arte está aí, neste jogo de síntese que agrada a alma. E o experimento continua. Não há como não deixar de ver influências cubistas de Picasso, Kandinski e as linhas algo caóticas onde olhos observam o observador, na impressão que sempre tive de Joan Miró. Ignorar jamais que Alberto é irmão do já consagrado artista plástico Douglas Mayer, fonte perceptível em muitos traços e formas nas suas obras. Enfim, nenhum artista é um homem pronto e com identidade marcada e de signo inescapável. Todos sofrem influência, mas jamais haverá iguais e aí está Alberto Mayer a apresentar as suas mensagens, a sua poesia escrita com a trincha ou com o cinzel sempre a demonstrar a principal inquietude do criador que é traduzir para si e para os demais a sua obra, o seu personagem, a sua fala, seja de enaltecimento ou de contestação. Em suma, estas são as suas palavras, numa linguagem a mais universal possível num libelo de liberdade cuja ferramenta é o virtuosismo e a criação. Ficamos felizes pelo artista Alberto Mayer por expor os seus trabalhos para um público mais amplo, por ora de forma virtual por conta das restrições sanitárias. Mais contentes ficaremos no dia em que participarmos de um verdadeiro vernissage em uma bela sala de exposições. Que seja breve!
Nélio Jorge Prado Artista fotógrafo.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é RETANGULO-BRANCO-DIVISAO-1024x594.png
Jardim Fantástico
Escultura em concreto celular – 64 x 30 x 15 cm
O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é RETANGULO-BRANCO-DIVISAO-1024x594.png

Buquê
Escultura em concreto celular – 64 x 30 x 15 cm
Jardim
Óleo sobre tela – 100x60cm
Floral I
Óleo sobre tela  – 34 x 25 cm
Floral II
Óleo sobre cartão – 40x50cm
Composição 1
Óleo sobre eucatex – 31x115cm
Geometria I
Óleo sobre tela 50x70cm
Sideral I
Óleo sobre tela 50x70cm
Cornucópia I
Óleo sobre tela 50x70cm
Cornucópia II
Óleo sobre tela – 50x70cm
Sideral II
Óleo sobre tela – 50x70cm
Mosaico I
Óleo sobre madeira – 15x45cm
Mosaico II
Óleo sobre Eucatex -26x70cm
Musical
Óleo sobre cartão – 25x40cm
Geometria II
Pastel oleoso sobre cartão – 21,50 x 27,50cm

Alberto Mayer

Fundador do FENATA em 1972 participando do elenco de A Moratória sob a direção de Telmo Faria; licenciado em Matemática em 1974; Engenheiro Civil em 1974, tudo durante sua passagem pela UEPG; dedicou-se ao magistério como “suplementarista” do Estado, no Ensino Médio, desde 1972 até 1978 quando passou a exercer o Estágio Obrigatório, como funcionário da IMASA, ligado ao Departamento de Construções da empresa, da qual passou a ser o Responsável Técnico junto ao CREA-PR logo após a formatura que ocorreu em março de 1979.

Passou pela UEPG, durante dois anos, como professor dos cursos de Engenharia Civil, onde lecionou Estruturas de Aço e Madeira, e em Engenharia dos Materiais na disciplina de Mecânica Aplicada.

Participou da II Mostra de Artes Unimed em 2005, de algumas coletivas quando frequentou o Grupo Tao – Estúdio de Convivência em Arte da professora artista Rosane Volpi em 2006, coletiva na Galeria Lúcio Ribeiro; Sesc com o mesmo Estúdio; participou do 3º. Salão de Arte Popular em 2007, na Casa da Praça em Castro;.

Dedica-se hoje à análise estrutural de estruturas metálicas e seu detalhamento para a execução, atendendo aos mais variados clientes do ramo da construção metálica, com muitas obras projetadas, em Ponta Grossa e em todo o Estado.

Participou de exposições coletivas pelo Estúdio Tao na Galeria Lúcio Ribeiro em 2006, da II Mostra de Artes Unimed em junho de 2005, e do 3o. Salão Popular de Artes Plásticas em Castro, de agosto a setembro de 2007.

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA